Você está aqui: Página Inicial / Sobre a Câmara / Notícias / Marco histórico: cinco mulheres no legislativo montes-clarense

Marco histórico: cinco mulheres no legislativo montes-clarense

por Cristine Antonini publicado 07/03/2025 10h34, última modificação 07/03/2025 10h34
Marco histórico: cinco mulheres no legislativo montes-clarense

Dia Internacional da Mulher

Por Christine Antonini

Montes Claros, uma cidade rica em história e cultura, também se destaca pela sua representação feminina na política. A presença de vereadoras na Câmara Municipal é um marco significativo, refletindo a luta pela igualdade de gênero e a importância da voz feminina nas decisões políticas. Vamos conhecer as cinco vereadoras que estão deixando sua marca na história da cidade.

Carol Figueiredo está no seu primeiro mandato, eleita pelo PL e também é suplente de deputada estadual pelo partido. Porém, no momento, decidiu dedicar sua vida política como vereadora, pelo bem do povo montes-clarense. Figueiredo acredita que ‘foi escolhida’ para entrar para a política, uma vez que ela enxerga esse dever para servir a Deus e as pessoas.

“Aceitei trilhar esse caminho devido às causas sociais e pró-vida. Sou católica e tive uma educação muito pautada nos princípios cristãos e no altruísmo. Faço trabalhos sociais desde os seis anos de idade”, destaca Carol que também é voluntária em várias instituições de caridade.

Ceci Protetora está no seu segundo mandato consecutivo, eleita pelo PRD, sendo a terceira vereadora mais bem votada na última eleição. A vereadora acredita que esse feito se deve ao apoio e a confiança que a população depositou no seu trabalho e nas causas que defende. Segundo Ceci, a causa animal foi o que a motivou entrar para a política, que de acordo com ela, é uma ferramenta poderosa de transformação social e, por isso, tão necessária.

“Ao longo desses anos, presenciei de perto a negligência e a ausência de políticas públicas voltadas para a causa animal. E entendi que, se ninguém fazia, eu precisava fazer. Foi essa indignação que me levou para a política: a necessidade de mudar essa realidade, criar leis e garantir que o município tivesse um olhar comprometido com o bem-estar animal e a saúde pública”, ressalta a vereadora.

Professora Iara Pimentel também está no seu segundo mandato consecutivo pelo PT. Durante esse período foi apresentado e aprovadas leis, protocoladas denúncias e fiscalizado o uso adequado dos recursos públicos. Sempre defendendo a educação pública de qualidade social, a cultura, a saúde, a assistência social e os direitos dos trabalhadores. Mãe de dois filhos, a vereadora divide seu tempo também atuando como professora.

Segundo Iara, a decisão de entrar para a política foi coletiva, engajada nas lutas dos movimentos sociais e sindicais. “Defendo a vida das mulheres, o acesso a direitos pelos trabalhadores, a educação pública de qualidade social. Defendo uma cidade inclusiva, com acesso a serviços de qualidade a toda a população, com foco na periferia. Uma cidade melhor de se viver. Assim, me sentia preparada para ocupar uma cadeira no parlamento e cumprir com eficiência o papel de vereadora”, pontuou Pimentel.

No seu terceiro mandato consecutivo, a vereadora Graça da Casa do Motor foi eleita pelo partido União Brasil, com o objetivo de mudar e melhorar a qualidade de vida das pessoas, acompanhando de perto as necessidades, compreendendo as demandas e buscando soluções através da Casa Legislativa. Mãe de três filhos, a vereadora concilia seu tempo administrando sua própria empresa.

“Montes-clarense de coração, meu desejo é que a cidade se desenvolva de forma sustentável, e se torne cada vez mais um lugar melhor para viver. E a família é essencial para essa jornada”, destaca a vereadora.

Maria Helena Lopes eleita pelo MDB é a única mulher do Legislativo de Montes Claros que foi vereadora no ano passado (2000 – 2004) e, conseguiu voltar anos depois em 2016, sendo reeleita e assumindo seu quarto mandato. Oriunda de família política, Maria Helena tem no sangue o dom de legislar – ela conta que entrou no ramo motivada pela ausência de mulheres na Câmara de Montes Claros.

Quando eleita pela primeira vez, Maria Helena tinha 28 anos de idade e lembra que sofreu preconceito por ser mulher ocupando uma cadeira na maior Câmara do Norte de Minas. Por ser a mulher mais jovem da Casa, a vereadora contou que ouvia insultos como “bonitinha burra”, também foi assediada, entre outros desafios.

“As pessoas confundem mulher pública com mulher liberada, esquecem que temos compromissos e família, além do que a melhor forma de agredir mulher na política que não se envolve em esquema de corrupção, que não se vende é inventando histórias sobre sua moral e vida particular”, ressalta a vereadora.


MULHER NA POLÍTICA

A participação das mulheres na vida política brasileira começou há 87 anos, quando em maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, pela primeira vez a mulher brasileira pôde votar e ser votada em âmbito nacional. Sete décadas depois, elas passaram a ser maioria no universo de eleitores do país.

Carol Figueiredo acredita que mulheres devem ajudar umas às outras, sendo as principais qualidades é a essência feminina, o acolhimento do outro, seja homem, mulher, criança, adulto ou idoso.

Um dos conselhos que Carol sugere para as mulheres que desejam entrar para a política é que independente do caminho que escolham seguir é que sejam femininas, e não feministas. A vereadora enfatiza que não se refere ao feminismo radical.

“Infelizmente, há muitas mulheres por aí, mesmo as mais conservadoras, devastadas pelas ideias feministas. Posso falar isso com propriedade, pois fui também uma dessas mulheres que sofreram com certas influências, mesmo tendo sido educada por uma família católica e colégio de freiras. Lutem contra a rivalidade feminina, tão comum entre nós. Sejam inspiradoras e, como raios de sol, iluminem os caminhos de outras mulheres para que elas tenham conquistas ainda mais grandiosas que as suas”, defende Carol.

De acordo Ceci Protetora, historicamente a política sempre foi espaço dominado por homens, e essa desigualdade não é fruto do acaso, mas de uma estrutura patriarcal que, por séculos, silenciou e excluiu mulheres das decisões que moldam a sociedade. Para Ceci, todas as pessoas precisam entender que a política não é neutra e que reflete relações de poder, e que a ausência de mulheres resulta em políticas que não as representam.

“Entrar para a política não é apenas ocupar um cargo, mas reivindicar nosso direito de decidir, de transformar e de criar políticas públicas que contemplem nossas realidades e necessidades”. É desafiador? Sim. Mas cada mulher que rompe essa barreira abre caminho para tantas outras. Se você quer estar na política, vá com coragem e perseverança, pois sua presença não é apenas necessária, é revolucionária”, afirma Ceci.

Segundo Iara Pimentel ainda é irrisório o número de mulheres que ocupam cargos na política, apesar de serem mais de 52% do eleitorado. Para ela, essa situação demonstra a profunda desigualdade que permeia toda a sociedade.

“Estamos lutando para que mais mulheres ocupem cargos eletivos, combatendo à violência de gênero. Sem as mulheres não há democracia. A participação da mulher na política é um investimento para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, a partir das políticas públicas de inclusão e combate à violência, onde todas as vozes são ouvidas”, defende Pimentel.

A vereadora Graça destaca que é fundamental que mais mulheres estejam presentes e sejam atuantes na política. “São escolhas e decisões realizadas a partir da nossa visão, a postura e olhar detalhista resultam em mais leveza no exercido das atividades e criação de políticas públicas mais justas”, afirma.

Apesar de ser um feito histórico, cinco vereadoras na Câmara de Montes Claros, Maria Helena ainda acredita ser pouco e ainda não teve uma mulher na presidência. “Coragem! É o que digo para as mulheres que queiram assumir um cargo político. Nunca desista dos seus sonhos, você é necessária para mudar a história de nossa sociedade, equilibrando as forças políticas e trazendo o olhar feminino para que tenhamos uma sociedade justa, igualitária, humana, que se preocupa com os princípios constitucionais.

 

VOTO FEMININO

As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto 21.076, do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. Vargas chefiava o governo provisório desde o final de 1930, quando havia liderado um movimento civil-militar que depôs o presidente Washington Luís. Uma das bandeiras desse movimento (Revolução de 30) era a reforma eleitoral. O decreto também criou a Justiça Eleitoral e instituiu o voto secreto.

 

__________________________________

Câmara Municipal de Montes Claros
Assessoria de Comunicação Social
Contatos: (38) 3690-5504 | 3690-5506 –
ascom@montesclaros.mg.leg.br
Facebook:
www.facebook.com/camaramoc
Twitter: https
://twitter.com/camaramoc
Instagram: www
.instagram.com/camaramoc
https://montesclaros.mg.leg.br

Mídias Sociais

Facebook   Youtube  Esta imagem é referenciada nos conteúdos do portal.

Pesquisar no BuscaLeg
Logotipo do BuscaLeg - Buscador Legislativo